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Metro quadrado mais caro de São Paulo: os 10 distritos no topo do ITBI

Jardim Paulista, Itaim Bibi e Moema lideram o preço mediano das compras de apartamento registradas no imposto de agosto de 2025 a julho de 2026. É valor declarado na compra, não preço de anúncio.

Por Redação Resumo ImobiliárioPublicado em 4 min de leitura
metro quadrado mediano de apartamento no Jardim Paulista, pelo ITBI de agosto de 2025 a julho de 2026
Imagem ilustrativa gerada por IA

Em 30 segundos

  1. O Jardim Paulista teve o metro quadrado mediano de apartamento mais alto de São Paulo no ITBI de agosto de 2025 a julho de 2026: R$ 8.547.
  2. Itaim Bibi, com R$ 8.407, e Moema, com R$ 8.391, vêm logo atrás.
  3. Na cidade inteira, a mediana foi de R$ 4.958 por metro quadrado, em 65.757 compras de apartamento.

Para o corretor

Use a mediana do distrito como régua na conversa sobre preço com o proprietário, deixando claro que ela sai do valor declarado na compra e de uma área que inclui parte das áreas comuns. Ela não substitui a comparação com vendas do mesmo prédio e da mesma rua.

Para a imobiliária

Quem capta nesses distritos pode acompanhar a mediana do ITBI a cada atualização da prefeitura para calibrar a avaliação, sem tratar o número como preço de anúncio nem como promessa de valorização.

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O Jardim Paulista teve o metro quadrado de apartamento mais caro de São Paulo nas compras registradas no ITBI, o imposto pago na compra de imóvel, com mediana de R$ 8.547 nas guias pagas de agosto de 2025 a julho de 20261,2,3. O Itaim Bibi aparece logo atrás, com R$ 8.407 por metro quadrado1,2,3. Moema vem em seguida, com R$ 8.391 por metro quadrado1,2,3. Na cidade inteira, a mediana foi de R$ 4.958 por metro quadrado1,2.

A conta é do Resumo, feita guia a guia sobre as planilhas que a Secretaria Municipal da Fazenda publica1,2. A mediana é o valor do meio: metade das compras do distrito ficou acima dele, e metade abaixo.

Quais são os 10 distritos com o metro quadrado mais caro?

Dos 96 distritos da capital, 90 tiveram ao menos 30 compras de apartamento no período1,2,3. Abaixo disso, o Resumo não calcula a mediana, porque poucas vendas num só prédio decidiriam o número. A tabela traz os 10 distritos com a mediana mais alta, do mais caro para o menos caro1,2,3.

DistritoMetro quadrado medianoCompras de apartamento no período
Jardim PaulistaR$ 8.5472.1561,2,3
Itaim BibiR$ 8.4072.8531,2,3
MoemaR$ 8.3911.9791,2,3
PinheirosR$ 8.0791.5491,2,3
Alto de PinheirosR$ 7.1483621,2,3
Vila MarianaR$ 6.9292.8081,2,3
ConsolaçãoR$ 6.8561.3571,2,3
PerdizesR$ 6.6272.1401,2,3
Vila LeopoldinaR$ 6.5226011,2,3
Campo BeloR$ 6.5001.3251,2,3

Na outra ponta, Cidade Tiradentes teve a mediana mais baixa da cidade, R$ 1.702 por metro quadrado1,2,3. Seis distritos ficaram sem mediana por terem menos de 30 compras: Iguatemi, Jardim Ângela, Marsilac, Parelheiros, Perus e São Rafael1,2,3.

Por que o número fica abaixo do preço de anúncio?

O valor usado é o valor de transação que o contribuinte declara na guia, e não o preço pedido no anúncio2. A área é a área construída do cadastro do IPTU, que no condomínio soma à unidade a parte dela nas áreas comuns2. Com a área comum somada, o metro quadrado do ITBI fica menor do que o calculado só com a área privativa.

O imposto é cobrado sobre o maior valor entre o declarado e o valor venal de referência da prefeitura2. O Resumo usa o declarado, que é o preço informado do negócio, e não a base do imposto.

O que entrou na conta?

Entraram só as guias de compra e venda de apartamento em condomínio, com 100% do imóvel transmitido e com valor e área preenchidos1,2. Das 240.302 guias pagas no período, 65.757 passaram por esses filtros1,2. Cada aba da planilha reúne as guias pagas no mês, e a data do negócio informada na guia pode ser de outro mês2.

O arquivo da prefeitura não traz o distrito. O Resumo localiza cada compra pelo setor e pela quadra fiscal do número do IPTU, cruzados com os mapas de quadras e de distritos do GeoSampa3,4.

O que isso muda na conversa com o cliente?

A mediana de um distrito mistura prédios novos e antigos, unidades grandes e pequenas. Alto de Pinheiros entrou na lista com 362 compras no período1,2,3. O Itaim Bibi teve 2.853 compras, o maior número entre os 96 distritos1,2,3. Com menos compras, um único lançamento pesa mais na mediana.

O dado também não mede valorização. A mediana retrata 12 meses de negócios e não diz quanto o preço subiu nem quanto vai subir1,2. Na leitura do Resumo, o melhor uso é como ponto de partida, lembrando que a área da guia inclui a parte das áreas comuns e que o valor é o declarado: um preço calculado sobre a área privativa tende a ficar acima da mediana por conta disso, e a distância que pede explicação é a que vai muito além, para cima ou para baixo.

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Fontes

  1. Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal da Fazenda, Guias de ITBI pagas, arquivo de 28/01/2026, abas AGO-2025 a DEZ-2025 (planilha XLSX) (prefeitura.sp.gov.br, acesso em 07/10/2026) ↩
  2. Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal da Fazenda, Guias de ITBI pagas, arquivo de 27/08/2026, abas JAN-2026 a JUL-2026 e aba EXPLICAÇÕES (planilha XLSX) (prefeitura.sp.gov.br, acesso em 07/10/2026) ↩
  3. Prefeitura de São Paulo, GeoSampa, Quadras fiscais, camada quadra_fiscal do serviço WFS (wfs.geosampa.prefeitura.sp.gov.br, acesso em 07/10/2026) ↩
  4. Prefeitura de São Paulo, GeoSampa, Distritos municipais, camada distrito_municipal do serviço WFS (wfs.geosampa.prefeitura.sp.gov.br, acesso em 07/10/2026) ↩

Como esta matéria foi feita

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