Pular para o conteúdo
ResumoImobiliário

INCC-M sobe 0,25% em setembro e acumula 6,61% em 12 meses, acima da inflação

O índice de custo da construção da FGV, que corrige muitos contratos de imóvel na planta, perdeu fôlego no mês com a mão de obra. Em 12 meses, a alta ainda passa do IPCA e do IGP-M.

Por Redação Resumo ImobiliárioPublicado em 3 min de leitura
INCC-M sobe 0,25% em setembro e acumula 6,61% em 12 meses, acima da inflação
Imagem ilustrativa gerada por IA

Em 30 segundos

  1. O INCC-M subiu 0,25% em setembro de 2026, abaixo dos 0,85% de agosto de 2026, segundo o FGV IBRE, que divulgou o índice em 25/09/2026.
  2. Em 12 meses até setembro de 2026, o custo da construção acumula 6,61%, acima dos 3,34% do IGP-M no mesmo período e dos 4,22% do IPCA até agosto de 2026.
  3. A mão de obra subiu 0,37% em setembro de 2026, depois de 1,56% em agosto de 2026; materiais, equipamentos e serviços subiram 0,17%, depois de 0,33%.

Para o corretor

Ao vender imóvel na planta, mostre ao comprador no quadro-resumo qual índice corrige as parcelas e por quanto tempo. Com o INCC-M em 6,61% em 12 meses até setembro de 2026, a correção pesa mais que a inflação ao consumidor, e isso precisa estar claro antes da assinatura.

Para a imobiliária

Na carteira de lançamentos, atualize as simulações de fluxo de pagamento com o INCC-M mais recente e deixe registrado para o cliente o mês de referência usado.

Lançamentos e imóveis novos, no seu e-mail.

As matérias novas sobre vendas, oferta e estoque de imóveis novos chegam no resumo da manhã, com os números de cada fonte. Dias úteis, às 7h. Dá para sair em um clique.

Você é (opcional)(opcional)

Quero receber o Resumo Imobiliário por e-mail. Posso sair quando quiser. Como tratamos seus dados.

O Índice Nacional de Custo da Construção, na versão M (INCC-M), subiu 0,25% em setembro de 2026, abaixo da alta de 0,85% de agosto de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), que divulgou o resultado em 25/09/20261. O índice subiu 6,61% em 12 meses até setembro de 20261.

O ritmo já foi maior: em setembro de 2025, o acumulado de 12 meses estava em 7,07%1. Desde então, o índice oscilou entre 5,81%, em março de 2026, e 6,82%, em maio de 20261.

O que desacelerou?

A mão de obra. O grupo subiu 0,37% em setembro de 2026, depois de 1,56% em agosto de 20261. O grupo de materiais, equipamentos e serviços também perdeu força: subiu 0,17%, depois de 0,33% em agosto de 20261. Entre os materiais, o subgrupo de materiais para instalação passou de 1,26% para 0,48%1.

O INCC-M é apurado em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e na capital fluminense1. Em setembro de 2026, o índice desacelerou em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e na capital fluminense, e acelerou em Recife e Salvador1.

Acima da inflação

Mesmo com a desaceleração, o custo da construção sobe mais que os índices gerais. Em 12 meses até setembro de 2026, o IGP-M acumula 3,34%2. O IPCA, do IBGE, acumulava 4,22% em 12 meses até agosto de 20263.

Por que isso importa para quem vende na planta?

A lei permite que contratos de comercialização de imóveis com prazo mínimo de 36 meses tenham cláusula de reajuste mensal por índices de preços setoriais ou gerais (Lei nº 10.931/2004, art. 46)4. O INCC, por medir o custo de obra, é um desses índices setoriais; na leitura do Resumo, é o índice que costuma aparecer nas parcelas de imóvel na planta durante a obra.

O comprador tem de saber disso antes de assinar. Pela Lei nº 4.591/1964, o contrato de venda de unidade em incorporação começa por um quadro-resumo que informa os índices de correção monetária aplicáveis e, quando houver mais de um, o período de aplicação de cada um (art. 35-A, inciso V)5.

Na leitura do Resumo, com o INCC-M acima do IPCA e do IGP-M, a correção das parcelas durante a obra tende a crescer mais que a renda do comprador, que costuma acompanhar a inflação ao consumidor. Vale conferir a simulação do fluxo de pagamento com o índice mais recente, e não com o de meses atrás.

Próxima divulgação

O INCC-M de outubro de 2026 sai em 27/10/2026, segundo o calendário do FGV IBRE1.

Próximo passo

Fontes

  1. FGV IBRE, INCC-M: índice registra alta de 0,25% em setembro, 25/09/2026 (portal.fgv.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  2. FGV IBRE, IGP-M: índice geral de preços acelera 1,57% em setembro, 29/09/2026 (portal.fgv.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  3. IBGE, SIDRA, tabela 1737, IPCA, variação acumulada em 12 meses, agosto de 2026 (apisidra.ibge.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  4. Presidência da República, Lei nº 10.931, de 2/8/2004, art. 46 (planalto.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  5. Presidência da República, Lei nº 4.591, de 16/12/1964, art. 35-A, inciso V, incluído pela Lei nº 13.786/2018 (planalto.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩

Como esta matéria foi feita

Texto produzido por um sistema automatizado a partir das fontes acima e conferido por um verificador independente, que abriu cada fonte de novo antes da publicação. O verificador conferiu 14 de 14 afirmações contra as fontes. Cada afirmação verificável tem nota de fonte. Como fazemos. Viu um erro? Avise a redação.

Viu um erro? Avise a redação

Cada aviso é conferido com a fonte. Se houver erro, a matéria é corrigida e a correção aparece numa nota pública, aqui e na página Correções.

Leia também

alta do INCC-M em 12 meses até setembro de 20266,61%
Índices

INCC: por que o imóvel na planta encarece até as chaves

Em contrato longo, a lei admite corrigir todo mês o saldo devido à incorporadora por um índice do custo da obra. Veja o que o INCC mede, qual versão o contrato usa, quanto ele subiu e o que muda se a entrega atrasar.

· 6 min · guia

O resumo da manhã, no seu e-mail.

Dias úteis, às 7h. O que mudou desde ontem e o que isso muda para quem vende e para quem gere. Dá para sair em um clique.

Você é (opcional)(opcional)

Quero receber o Resumo Imobiliário por e-mail. Posso sair quando quiser. Como tratamos seus dados.

Stories relacionados

Ver todos