Pular para o conteúdo
ResumoImobiliário

Financiamento imobiliário recua em agosto, depois do maior mês da série em julho

Dados do Banco Central mostram que as concessões para pessoa física com crédito direcionado caíram no mês, mas seguem bem acima de agosto de 2025. O juro médio ficou em 11,28% ao ano.

Por Redação Resumo ImobiliárioPublicado em 2 min de leitura
Financiamento imobiliário recua em agosto, depois do maior mês da série em julho
Imagem ilustrativa gerada por IA

Em 30 segundos

  1. As concessões de financiamento imobiliário para pessoa física com recursos direcionados caíram de 28.162 para 25.274, em milhões de reais, de julho para agosto de 2026, segundo o SGS do Banco Central.
  2. Julho de 2026 teve o maior volume mensal da série, que começa em março de 2011; agosto de 2026 ficou acima dos 19.095 de agosto de 2025, em milhões de reais.
  3. A taxa média de juros desse crédito ficou em 11,28% ao ano em agosto de 2026, perto do pico da série, de 11,56% ao ano em março de 2026.

Para o corretor

O crédito continua saindo em volume alto, então o comprador financiado segue no jogo. Mas o juro médio está em 11,28% ao ano em agosto de 2026: peça ao cliente a simulação em mais de um banco antes de fechar o preço, porque a parcela decide o negócio.

Para a imobiliária

Acompanhe o dado mês a mês junto com a Selic, que está em 13,75% ao ano desde 17/09/2026. Juro básico em queda costuma chegar ao financiamento com atraso, e a conversa com o comprador precisa refletir o custo de hoje.

Financiamento imobiliário sem economês, no seu e-mail.

As matérias novas sobre taxas dos bancos, FGTS e Minha Casa, Minha Vida chegam no resumo da manhã, com a fonte de cada número. Dias úteis, às 7h. Dá para sair em um clique.

Você é (opcional)(opcional)

Quero receber o Resumo Imobiliário por e-mail. Posso sair quando quiser. Como tratamos seus dados.

Os bancos concederam menos financiamento imobiliário em agosto de 2026 do que em julho de 20261. Segundo o Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central, as concessões para pessoas físicas com recursos direcionados caíram de 28.162 em julho de 2026 para 25.274 em agosto de 2026 (valores em milhões de reais)1.

O recuo vem depois de um mês fora da curva. Julho de 2026 teve o maior volume mensal de toda a série, que começa em março de 20111. Na leitura do Resumo, o dado é nominal, sem correção pela inflação, e por isso o recorde diz mais sobre o momento do que sobre a comparação com anos distantes.

Acima do ano passado

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, agosto de 2026 ainda ficou bem acima1. As concessões subiram de 19.095 em agosto de 2025 para 25.274 em agosto de 2026, sempre em milhões de reais1.

MêsConcessões, em milhões de reaisTaxa média de juros, em % ao ano
agosto de 202519.095110,492
março de 202625.196111,562
abril de 202621.803111,122
maio de 202623.566111,232
junho de 202626.575111,222
julho de 202628.162111,302
agosto de 202625.274111,282

O juro não cedeu

A taxa média de juros desse crédito ficou em 11,28% ao ano em agosto de 2026, praticamente a mesma de julho de 2026, de 11,30%2. Em agosto de 2025, era de 10,49% ao ano2. O ponto mais alto da série foi em março de 2026, com 11,56% ao ano2.

A inadimplência da carteira ficou em 1,24% em agosto de 2026, acima do 1,18% de agosto de 20253. Em maio de 2026, tinha chegado a 1,44%3.

E a Selic?

Esses números são anteriores ao último corte do Copom. A meta da Selic está em 13,75% ao ano desde 17/09/20264. Na leitura do Resumo, o efeito do juro básico no financiamento imobiliário costuma aparecer com atraso, porque boa parte do crédito direcionado segue regras próprias de captação, como a da poupança.

Na conversa com o comprador

Na leitura do Resumo, o retrato é de crédito em volume alto e caro. O comprador que depende de financiamento continua sendo atendido, mas a parcela pesa mais do que pesava no ano passado, e a simulação em mais de um banco segue sendo a melhor defesa do negócio.

Próximo passo

Fontes

  1. Banco Central do Brasil, SGS, série 20704, concessões de crédito com recursos direcionados a pessoas físicas, financiamento imobiliário total (R$ milhões), de março de 2011 a agosto de 2026 (api.bcb.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  2. Banco Central do Brasil, SGS, série 20774, taxa média de juros do financiamento imobiliário com recursos direcionados a pessoas físicas (% ao ano), de março de 2011 a agosto de 2026 (api.bcb.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  3. Banco Central do Brasil, SGS, série 21151, inadimplência do financiamento imobiliário com recursos direcionados a pessoas físicas (%), de agosto de 2025 a agosto de 2026 (api.bcb.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  4. Banco Central do Brasil, SGS, série 432, meta para a taxa Selic definida pelo Copom (% a.a.), de 17/09/2026 a 29/09/2026 (api.bcb.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩

Como esta matéria foi feita

Texto produzido por um sistema automatizado a partir das fontes acima e conferido por um verificador independente, que abriu cada fonte de novo antes da publicação. O verificador conferiu 18 de 18 afirmações contra as fontes. Cada afirmação verificável tem nota de fonte. Como fazemos. Viu um erro? Avise a redação.

Viu um erro? Avise a redação

Cada aviso é conferido com a fonte. Se houver erro, a matéria é corrigida e a correção aparece numa nota pública, aqui e na página Correções.

Leia também

custo efetivo máximo ao ano no SFH, sem contar seguros e tarifas12%
Financiamento

CET do financiamento imobiliário: o que entra além dos juros

O custo efetivo total junta juros, tarifas, tributos e seguros numa taxa só e é o número certo para comparar bancos. Mas ele deixa a TR e o IPCA de fora, e no SFH convive com um teto próprio. Veja o que conferir no demonstrativo.

· 6 min · guia
teto do valor de avaliação do imóvel financiado no SFH desde outubro de 2025R$ 2,25 mi
Financiamento

SFH ou SFI: a diferença que muda o teto do imóvel e a taxa

O sistema em que o financiamento é enquadrado define o valor máximo do imóvel, o custo máximo do crédito e se o comprador pode usar o FGTS. Veja as regras em vigor desde as mudanças de outubro de 2025 e de janeiro de 2026 e o que já está marcado para 2027.

· 7 min · guia
a certidão de inteiro teor basta para provar propriedade e ônus do imóvelMatrícula
Financiamento

Documentos para financiamento imobiliário: o que a lei exige

Banco, cartório e comprador costumam montar listas longas, mas a lei fixa um núcleo curto para assinar o contrato: identificação, ITBI, certidões fiscais e de ônus, quitação do condomínio e o estado civil das partes. Veja cada papel, quem o apresenta e as regras do FGTS.

· 6 min · guia

O resumo da manhã, no seu e-mail.

Dias úteis, às 7h. O que mudou desde ontem e o que isso muda para quem vende e para quem gere. Dá para sair em um clique.

Você é (opcional)(opcional)

Quero receber o Resumo Imobiliário por e-mail. Posso sair quando quiser. Como tratamos seus dados.

Stories relacionados

Ver todos