Desconto na compra de imóvel chega a 14%, nível das máximas de 2016 e 2020, diz FipeZAP
A pesquisa Raio-X FipeZAP do segundo trimestre de 2026 mostra que a maioria das compras teve abatimento sobre o preço anunciado e que o comprador acha o imóvel caro. Para os próximos 12 meses, o comprador espera pouca valorização.

Em 30 segundos
- Pela pesquisa Raio-X FipeZAP do segundo trimestre de 2026, 65% das compras de imóvel tiveram algum abatimento sobre o preço anunciado.
- Entre os imóveis que baixaram o preço, o desconto médio foi de 14%, nível equivalente às máximas de 2016 e de 2020.
- Para 73% dos entrevistados, os preços estão altos ou muito altos; para os próximos 12 meses, a alta nominal esperada é de 2,6% em média.
Para o corretor
Prepare o proprietário para a negociação desde a captação: com 65% das compras com abatimento no segundo trimestre de 2026, anunciar sem margem costuma travar a venda. Leve o dado para a conversa de preço e registre a margem combinada na autorização de venda.
Para a imobiliária
Acompanhe na carteira a diferença entre o preço anunciado e o de fechamento. Se o desconto médio da sua operação ficar muito longe do mercado, o problema pode estar na precificação da captação, não na negociação.
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Pechinchar voltou a funcionar no mercado de imóveis. Pela pesquisa Raio-X FipeZAP do segundo trimestre de 2026, 65% das compras de imóvel tiveram algum abatimento sobre o preço anunciado1. Entre os imóveis que reduziram o preço, o desconto médio foi de 14% sobre o valor do anúncio1.
Esse nível de desconto equivale às máximas registradas em 2016 e em 2020, segundo o relatório DataZAP, do Grupo OLX1.
Por que o desconto cresceu?
A percepção de preço ajuda a explicar. Para 73% dos entrevistados, os preços atuais dos imóveis estão altos ou muito altos1. Na leitura do Resumo, comprador que acha o imóvel caro entra na negociação disposto a pedir abatimento, e vendedor que precisa vender aceita.
A expectativa também é de pouca valorização. Para os próximos 12 meses, os entrevistados esperam uma alta nominal média de 2,6% nos preços dos imóveis1. A parcela dos que esperam aumento é de 39%, e 24% preveem estabilidade1. Os indecisos subiram para 26%1.
Quem está comprando?
O imóvel usado domina. Ele respondeu por 74% das aquisições feitas nos últimos 12 meses e é a preferência de 49% dos que pretendem comprar nos próximos três meses1.
A moradia própria é o motivo principal: foi a razão de 61% das compras recentes e aparece em 88% das intenções de compra1. O investimento responde por 40% das transações do último ano, e, entre esses investidores, 74% compram para alugar1.
O que muda na negociação?
Na leitura do Resumo, o dado muda a conversa na captação. Se a maioria das vendas sai com abatimento, anunciar pelo preço que o proprietário quer receber no fim, sem margem, tende a deixar o imóvel parado, e anunciar muito acima do mercado alonga o tempo de venda.
Para o corretor, o número também ajuda a alinhar expectativas com o vendedor antes de qualquer proposta. Um desconto de 14% sobre o preço anunciado, que a pesquisa encontrou entre os imóveis que baixaram o preço, é a média de mercado desse grupo, não uma regra para toda venda1.
Para o comprador investidor, que busca renda com aluguel, a pesquisa indica um mercado com espaço para negociar1. Na leitura do Resumo, isso não elimina a necessidade de comparar o preço pedido com negócios fechados na mesma região.
Próximo passo
No Resumo
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Fontes
- Grupo OLX, DataZAP Report #127, de 26/08/2026, item sobre a Pesquisa Raio-X FipeZAP (imoveis.grupoolx.com.br, acesso em 29/09/2026) ↩
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