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IGP-M sobe 1,57% em setembro, e reajuste de aluguel pelo índice em 12 meses vai a 3,34%

O índice da FGV voltou a subir depois de cair em agosto, puxado pelas matérias-primas no atacado e pela conta de luz. Para o contrato de locação, vale o acumulado de 12 meses, que era de 2,16% até agosto.

Por Redação Resumo ImobiliárioPublicado em 3 min de leitura
IGP-M sobe 1,57% em setembro, e reajuste de aluguel pelo índice em 12 meses vai a 3,34%
Imagem ilustrativa gerada por IA

Em 30 segundos

  1. O IGP-M subiu 1,57% em setembro de 2026, depois de cair 0,22% em agosto de 2026, segundo o FGV IBRE, que divulgou o índice em 29/09/2026.
  2. Em 12 meses até setembro de 2026, o índice acumula 3,34%, acima dos 2,16% acumulados até agosto de 2026; no ano, a alta é de 3,45%.
  3. O IPCA, o outro índice comum nos contratos de aluguel, acumulava 4,22% em 12 meses até agosto de 2026.

Para o corretor

Antes de avisar o inquilino, confira na cláusula qual índice e qual mês de referência o contrato usa. Para quem corrige pelo IGP-M acumulado até setembro de 2026, o reajuste é de 3,34%; pelo acumulado até agosto de 2026, é de 2,16%.

Para a imobiliária

Revise a carteira contrato a contrato: pelo IGP-M, o reajuste em 12 meses passou de 2,16%, até agosto de 2026, para 3,34%, até setembro de 2026. Se proprietário e inquilino quiserem outro valor ou outro índice, a Lei do Inquilinato permite o acordo.

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O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 1,57% em setembro de 2026, depois de cair 0,22% em agosto de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), que divulgou o resultado em 29/09/20261,3. No ano, a alta chega a 3,45%, e em 12 meses, a 3,34%1.

O acumulado de 12 meses até agosto de 2026 era de 2,16%1,2. Em setembro de 2025, o IGP-M tinha subido 0,42%, e o acumulado de 12 meses estava em 2,82%1.

O que puxou a alta?

O atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), a maior parte do IGP-M, subiu 2,08% em setembro de 2026, depois de cair 0,34% em agosto de 20261,2. Soja, milho e carne bovina pesaram nas matérias-primas brutas, que subiram 3,61% no mês1.

No consumidor, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de uma queda de 0,41% em agosto de 2026 para uma alta de 0,50% em setembro de 20261. A classe Habitação saiu de -1,24% para 1,82%, porque a conta de luz deixou de ter o desconto do Bônus de Itaipu, segundo o FGV IBRE1. Já o custo da construção, o INCC, desacelerou: subiu 0,25% em setembro de 2026, depois de 0,85% em agosto de 20261.

"É uma configuração que merece atenção porque a pressão não ficou concentrada em apenas um componente do IGP-M", afirmou Matheus Dias, economista do FGV IBRE1.

O que muda no contrato de aluguel?

A lei admite reajuste por índices de preços em contratos de um ano ou mais, mas declara nula a cláusula de reajuste com periodicidade inferior a um ano (Lei nº 10.192/2001, art. 2º, caput e § 1º)4. Por isso, no aniversário do contrato, o número que vale é o acumulado do período, não a variação do mês.

Para um contrato corrigido pelo IGP-M acumulado em 12 meses até setembro de 2026, o reajuste é de 3,34%1. Se a cláusula manda usar o acumulado até agosto de 2026, a conta é feita com 2,16%1,2.

A mudança de um mês para o outro é grande porque o índice vinha de um período de queda. O acumulado de 12 meses ficou negativo de novembro de 2025 a março de 2026, e chegou a -2,67% em fevereiro de 20261,2. Em abril de 2026, voltou ao positivo, com 0,61%1,2.

E se as partes quiserem outro índice?

A Lei do Inquilinato deixa livre a convenção do aluguel, mas proíbe vinculá-lo a moeda estrangeira, à variação cambial ou ao salário mínimo (Lei nº 8.245/1991, art. 17)5. As partes podem, de comum acordo, fixar novo valor e inserir ou modificar a cláusula de reajuste (art. 18)5. Sem acordo, locador ou locatário pode pedir a revisão judicial do aluguel ao preço de mercado depois de três anos de vigência do contrato ou do último acordo (art. 19)5.

IGP-M ou IPCA?

IGP-M e IPCA estão em momentos diferentes. O IPCA, do IBGE, acumulava 4,22% em 12 meses até agosto de 2026, acima dos 2,16% do IGP-M no mesmo período6,1. Com setembro, o IGP-M em 12 meses subiu para 3,34%, ainda abaixo do último IPCA acumulado1,6.

Na leitura do Resumo, a oscilação do IGP-M, negativo em 12 meses até março de 2026 e com 3,34% até setembro de 2026, é o argumento que proprietário e inquilino costumam usar em lados opostos na renovação1,2. A conversa fica mais simples com a tabela do índice na mão e com a cláusula do contrato aberta.

O próximo IGP-M, de outubro, sai em 29/10/2026, segundo o calendário da FGV2.

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Fontes

  1. FGV IBRE, IGP-M: índice geral de preços acelera 1,57% em setembro, 29/09/2026 (portal.fgv.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  2. FGV, IGP-M: 2026, calendário de divulgação e resultados mês a mês (portal.fgv.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  3. Banco Central do Brasil, SGS, série 189, IGP-M, variação mensal, de setembro de 2025 a setembro de 2026 (api.bcb.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  4. Presidência da República, Lei nº 10.192, de 14/2/2001, art. 2º, caput e § 1º (planalto.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  5. Presidência da República, Lei nº 8.245, de 18/10/1991 (Lei do Inquilinato), arts. 17, 18 e 19 (planalto.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  6. Banco Central do Brasil, SGS, série 13522, IPCA acumulado, ponto de agosto de 2026 (api.bcb.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩

Como esta matéria foi feita

Texto produzido por um sistema automatizado a partir das fontes acima e conferido por um verificador independente, que abriu cada fonte de novo antes da publicação. O verificador conferiu 22 de 22 afirmações contra as fontes. Cada afirmação verificável tem nota de fonte. Como fazemos. Viu um erro? Avise a redação.

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