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Aluguel anunciado sobe 9,16% em 12 meses; em Niterói, a alta é de cerca de 25%

Pelo Índice FipeZAP de Locação Residencial, o aluguel pedido subiu bem mais que a inflação e que o preço de venda. Entre as capitais, Aracaju, Fortaleza e Natal lideram; em Pelotas, o aluguel pedido caiu.

Por Redação Resumo ImobiliárioPublicado em 3 min de leitura
Aluguel anunciado sobe 9,16% em 12 meses; em Niterói, a alta é de cerca de 25%
Imagem ilustrativa gerada por IA

Em 30 segundos

  1. O aluguel anunciado de apartamentos subiu 9,16% nos 12 meses até agosto de 2026, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial, contra 4,22% do IPCA.
  2. Em Niterói, a alta foi de cerca de 25%, acima de todas as capitais; entre elas, lideram Aracaju, com cerca de 21,6%, Fortaleza e Natal.
  3. São Paulo tem o aluguel anunciado mais caro entre as capitais, R$ 65,36 por metro quadrado, e Recife, o maior retorno bruto do aluguel, 8,40% ao ano.

Para o corretor

Na captação para locação, mostre ao proprietário o dado da cidade dele, com o período: o índice geral subiu 9,16% em 12 meses até agosto de 2026, mas há capitais em que o aluguel pedido quase não subiu. Preço pedido acima do mercado do bairro alonga a vacância.

Para a imobiliária

Revise a precificação da carteira de locação cidade por cidade. O índice mede o aluguel pedido em anúncios novos, não o reajuste dos contratos em vigor, que segue o índice e o mês da cláusula de cada contrato.

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O aluguel anunciado de apartamentos subiu 9,16% nos 12 meses até agosto de 2026, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial, calculado pela Fipe com anúncios dos portais do Grupo OLX1,2,7. No mesmo período, o IPCA acumulou 4,22%1,6. Só em agosto de 2026, o índice de locação subiu 0,55%, depois de 0,70% em julho de 2026, e no acumulado de 2026 até agosto a alta é de 6,56%1.

O aluguel também subiu mais que o preço de venda. O índice de venda residencial da mesma pesquisa teve alta de 5,49% em 12 meses até agosto de 20268.

Onde o aluguel mais subiu?

Em Niterói (RJ), o aluguel anunciado subiu cerca de 25% em 12 meses até agosto de 2026, acima de todas as capitais1,2,3,5,9,10. Em Campinas (SP), a alta foi de cerca de 17,9%1,2.

Entre as capitais, Aracaju lidera, com cerca de 21,6%, seguida de Fortaleza, com cerca de 16,8%, e de Natal, com cerca de 16,6%1,2,3,5,9,10. Vitória teve alta de cerca de 14,6%, e a capital fluminense, de cerca de 14,2%1,2,5.

Em São Paulo, a alta foi bem menor: cerca de 5,7% em 12 meses até agosto de 20261,3.

E onde subiu menos?

Entre as capitais, as menores altas foram as de Campo Grande, com cerca de 1,9%, Goiânia, com cerca de 2,4%, e Florianópolis, com cerca de 2,8%1,2,3,5,9,10. Em Pelotas (RS), o aluguel anunciado caiu cerca de 2,4% em 12 meses1,3.

Quanto custa o metro quadrado do aluguel?

Na média das 36 cidades, o aluguel anunciado fechou agosto de 2026 em R$ 54,47 por metro quadrado1. Entre as capitais, São Paulo tem o maior preço médio, R$ 65,36 por metro quadrado, seguida de Recife, com R$ 64,191.

O tamanho do imóvel pesa. Os apartamentos de um dormitório têm o maior valor por metro quadrado, R$ 72,41, e os de três dormitórios, o menor, R$ 46,861. Em 12 meses, a maior alta foi a dos imóveis de dois dormitórios, de 10,25%1.

Quanto rende o aluguel?

O índice também calcula o retorno bruto do aluguel, a relação entre o aluguel e o preço de venda anunciados. Em agosto de 2026, esse retorno ficou em 6,14% ao ano na média, com Recife no topo entre as capitais, com 8,40% ao ano1. Os imóveis de um dormitório tiveram o maior retorno por tipologia, 6,77% ao ano1.

A comparação que o investidor costuma fazer é com a Selic, que está em 13,75% ao ano desde 17/09/20264. Na leitura do Resumo, a conta direta engana: o retorno do índice é bruto, não desconta vacância, condomínio vazio, manutenção, imposto e taxa de administração, e não inclui a valorização do imóvel.

O que isso muda para a imobiliária?

Na leitura do Resumo, a alta do aluguel pedido favorece o proprietário que vai anunciar agora, mas não muda sozinha os contratos em vigor: eles seguem o índice e a data de reajuste da cláusula. Para a captação, o dado da cidade ajuda a separar o proprietário que está pedindo um valor de mercado do que está pedindo o aluguel de outra cidade.

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Fontes

  1. Grupo OLX, DataZAP Report #130, de 16/09/2026, item sobre o Índice FipeZAP de Locação Residencial (imoveis.grupoolx.com.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  2. Fipe, FipeZap, consulta de dados de locação residencial do índice geral, Niterói, Campinas, Fortaleza, Natal, Vitória e da capital fluminense (fipe.org.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  3. Fipe, FipeZap, consulta de dados de locação residencial de Aracaju, São Paulo, Recife, Florianópolis, Goiânia, Campo Grande e Pelotas (fipe.org.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  4. Banco Central do Brasil, SGS, série 432, meta para a taxa Selic definida pelo Copom (% a.a.), de 17/09/2026 a 29/09/2026 (api.bcb.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  5. Fipe, FipeZap, consulta de dados de locação residencial de Teresina, Vitória, São Paulo, Recife, Florianópolis, Goiânia e Campo Grande (fipe.org.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  6. Banco Central do Brasil, SGS, série 13522, IPCA acumulado, ponto de agosto de 2026 (api.bcb.gov.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  7. Fipe, Índice FipeZAP, página do índice (fipe.org.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  8. Grupo OLX, DataZAP Report #129, de 09/09/2026, item sobre o Índice FipeZAP Venda Residencial (imoveis.grupoolx.com.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  9. Fipe, FipeZap, consulta de dados de locação residencial de São José, Barueri, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Teresina (fipe.org.br, acesso em 29/09/2026) ↩
  10. Fipe, FipeZap, consulta de dados de locação residencial de Distrito Federal, Manaus, Cuiabá, João Pessoa, Maceió, Belém e São Luís (fipe.org.br, acesso em 29/09/2026) ↩

Como esta matéria foi feita

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